Falando com o Espelho

1–2 minutos

Às vezes eu falo sozinha, e isso faz parte do processo de conviver comigo mesma. Olho pro teto e ele me escuta  e me vê como um reflexo no espelho. E assim eu vou planejando e projetando os meus sonhos, encarando as minhas dores e procurando evoluir. Encarar a si mesmo não é fácil. Por vezes nos escondemos atrás dos nossos medos, traumas e frustrações, criamos uma bolha em torno de nós mesmos e não permitimos que ninguém a estoure e nos descubra enquanto seres vulneráveis. A gente se fecha, se protege do mundo lá fora e deixa de vivenciar verdadeiramente as nossas emoções. Conviver consigo mesmo é um processo, e quando a gente não consegue estar em paz com a nossa própria companhia, procuramos no outro aquilo que em nós mesmos deveria ser completude. Jogamos no colo do outro a nossa felicidade por medo da solidão. Criamos amarras! E como é difícil se libertar daquilo que nos prende. Curar feridas, aprender a desfrutar da nossa própria companhia e sentir- se em paz não acontece da noite pro dia, muito menos há uma receita pronta pra isso, o que há, na verdade, é o esforço diário de juntar todos os cacos e procurar evoluir, e essa estrada é você quem constrói, portanto, descubra-se! Descubra o que gosta de fazer, para onde gosta de ir e onde deseja encostar a cabeça depois de um dia cansativo. Foque mais naquilo que te faz bem, e não se ache estranho (a) se te pegarem falando sozinho (a), é apenas você aprendendo a conviver com a única pessoa que jamais irá te abandonar.