
Por fora você parece plena(o), como se nada te abalasse, mas por dentro há um furacão, que sai destruindo e arrastando, tal como ressaca do mar, tudo o que vê pela frente. Boca seca, coração acelerado, estado de constante alerta. É como se você quisesse tudo, mas ao mesmo tempo nada consiguisse fazer, e assim é você, convivendo com a sua ansiedade diária. A gente passou a naturalizar a ânsia por cumprir todas as metas que aparecem em nossa rotina. Trabalho, estudos, família, contas a pagar, namoro, casamento, filhos… A sociedade lá fora nos cobra, e a gente se cobra aqui dentro. É como se para nos encaixar a gente precisasse provar o tempo todo que pode, que não joga a toalha, que não perde o jogo. A alerta do possível desemprego, ou de ficar doente, a excessiva expectativa da rotina (ou da quebra dela). E se próximo mês eu não tiver como pagar as minhas contas? E se? E se? O turbilhão de perguntas e possibilidades sufoca o ansioso e lhe retira o ar, fazendo com que a angústia seja a sua companheira diária. Controlar a ansiedade em um mundo onde tudo parece pra ontem parece impossível, mas precisamos fazer o exercício diário de respirar fundo e deixar o tempo trabalhar. E quando você achar que o furacão irá chegar e tomar conta, respire! Procure pensamentos positivos, desenvolva alguma atividade que te traga conforto e oxigênio ao cérebro. Desligue o celular, fuja de notícias ruins e relaxe, porque tudo isso vai passar. Faça terapia, fale sobre os seus sentimentos e tenha sempre em mente que vivemos um dia de cada vez, e é cruel demais se desesperar por aquilo que não podemos controlar, e por último, Viva o presente. Viva!