
Você já parou pra pensar que todos os dias encaramos um fim? O final da manhã, de um almoço fantástico, do expediente de trabalho, o final do dia… Nós aprendemos a lidar muito bem com os nossos “finais cotidianos”, e muitos deles nos trazem até um certo alívio, pois é maravilhoso saber, por exemplo, que um dia difícil e cansativo está chegando ao fim. Mas como a gente lida com o final de um relacionamento aparentemente perfeito? Durante anos existiu cumplicidade, afeto, e uma amizade que parecia existir antes de nós mesmos. Mas de repente, naquelas noites em que nada se espera, tudo deixou de existir. Não haveria, no dia seguinte, as brincadeiras de outrora, o diálogo, tampouco as discussões tolas ocasionadas pelo estresse habitual. Chegou ao fim, e como é difícil lidar com aquilo que não esperávamos, afinal, quando o amor habita em nós, queremos que ele dure pra sempre, mas precisamos aprender que felizmente ou infelizmente nada é eterno. As estações mudam, as situações, e por que não as pessoas. Se aquele (a) que está ao seu lado se permitiu mudar ao ponto de entender que a sua companhia e tudo o que vinha junto dela já não é suficiente, por que você não se permite fazer o mesmo e entender que o caminho pode mudar? É duro, e é difícil de engolir que a outra pessoa escolheu trilhar uma estrada diferente da nossa, e se digo isso é com propriedade de causa, mas a arte de ser cíclico é libertadora. Então, independente de como ou dos motivos pelos quais o fim apareceu em sua vida, seque as lágrimas dos olhos e tome suas decisões da forma mais madura possível. Deixe o outro ir, não só fisicamente, mas em coração também. Esqueça as receitas milagrosas de como reconquistar a pessoa dos seus sonhos, volte a pensar naquele plano que você deixou guardado na gaveta, se sentir necessidade, faça terapia, e se permita! Permita-se viver e entender a tristeza, fazer dela um aprendizado e se reinventar.